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Álvaro Saraiva ou o tributo à amizade

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altAs amizades foram a maior riqueza que o basquetebol me trouxe e felizmente continua a trazer, principalmente, desde que me envolvi a fundo no universo do minibásquete.

Vários têm sido, textos meus recentes, que referem a importância do valor da amizade, que as actividades desportivas proporcionam. Sinto que com o minibásquete redescobri a capacidade de fazer amigos e não apenas conhecidos, contudo sei por experiência própria que a adolescência é, sem dúvida, uma idade de ouro para fazer amigos, e eu não fugi à regra.

Criados como vizinhos foi o basquetebol que nos uniu, naquela força das verdadeiras amizades, que como diz uma lenda chinesa, são como as árvores de raízes profundas, nenhuma tempestade as consegue arrancar. Estou a falar do meu amigo Álvaro Saraiva que deixou definitivamente o basquetebol. Até ao ano passado foi o meu braço direito no minibásquete. Depois de ter elogiado, aqui no Planeta Basket, o trabalho dos monitores, depois de ter mencionado a dedicação impar das mamãs de serviço, não ficaria de bem com a minha consciência se não referisse a importância que o Álvaro Saraiva teve no desenvolvimento do minibásquete nestes últimos dez anos. Em termos públicos o Álvaro só aparecia nos Jamborees, fazendo um trabalho de campo único com os monitores. No entanto em privado, quantas vezes quando o cansaço e algum desânimo se instalou, foi sempre a sua palavra amiga e de incentivo que me deu forças para continuar. Mas o apoio não termina nas palavras, o trabalho invisível que só a família e Amigos com A enorme fazem, como ir buscar o meu filho à escola, dar-lhe de jantar, e outras situações, permitiram que eu pudesse estar liberto para as actividades do minibásquete. Sei que nem sempre é uma figura consensual, que para muitos é irascível, mas quando é necessário, é sempre com o Álvaro que pude contar ao longo de mais de quarenta anos. Como quis que esta reportagem fosse uma surpresa, o seu curriculum no basquetebol está muito incompleto pois foi elaborado apenas com o recurso à memória, pelo que creio que os textos que temos preparados a partir de amanhã possam ajudar a compreender melhor a personalidade do Álvaro Saraiva.
 
Começou a prática de basquetebol no CIF e jogou entre outros clubes no Belenenses e Carnide. Sei que uma época que o marcou muito, como jogador, foi quando o CIF, treinado pelo Jorge Adelino foi campeão e subiu à Divisão de Honra do Campeonato Regional de Lisboa. Como treinador esteve ligado principalmente ao feminino e foi no Clube União Micaelense e Escola Secundária da Amadora que deixou marcas mais profundas do seu trabalho. No clube insular conseguiu uma proeza impar no desporto açoriano. O União Micaelense foi o primeiro clube dos Açores, mesmo levando em conta todas as modalidades colectivas, a conseguir ascender ao primeiro plano de uma competição nacional, após se ter sagrado campeão da 2ª Divisão Nacional em 1989 com uma equipa de açorianas, na íntegra formada pelo Álvaro.
 
Amanhã é a data do seu aniversário pelo que o Planeta Basket lhe preparou uma pequena surpresa. Parafraseando uma frase publicitária que entrou no ouvido de muita gente pergunto-me se teria sido possível viver sem a amizade que nos une? A resposta é: Teria, mas não seria a mesma coisa.

 

 


 
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