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Memória de um Futuro

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João RibeiroOs últimos dias foram difíceis e tristes, para quem gosta do nosso país e, particularmente respeita as referências positivas do nosso desporto. Apesar de muitos símbolos do desporto terem sido imortalizados, perdurando os seus feitos,

as suas imagens e os seus exemplos, é sempre difícil sentirmos o vazio da perda física dos que sempre deram tudo pelo desporto e pela modalidade que amaram.

Em duas “posses de bola” assistimos à perda de duas referências do nosso desporto – Lígia Santos e Eusébio da Silva Ferreira. Independentemente das diferenças, do seu mediatismo ou número de títulos conquistados, Lígia e Eusébio temperaram o desporto com o seu contributo e conduta. Não gostaria de comparar, ou descrever os seus feitos desportivos, mas simplesmente elevar valores que perdurarão e para os quais todos os que têm responsabilidade no fenómeno desportivo não deverão esquecer e fomentar.

Lígia Santos foi exímia praticante de Basquetebol fazendo parte de uma equipa de referência dos anos 70 e 80 – Sport Algés e Dafundo, bem como da Seleção Nacional. Na continuidade da sua colaboração com a modalidade, foi treinadora e fez parte dos Corpos Diretivos da ANTB. Num país centrado no fenómeno futebol, foi uma das primeiras caras femininas do jornalismo desportivo televisivo, contribuindo para a divulgação do Basquetebol na televisão. A sua memória perdurará.

O Desporto Feminino continua a não ser tão mediatizado quanto o desporto masculino. Se nos é possível assistir a algumas modalidades praticadas por mulheres (como sejam o ténis e a Patinagem Artística) raramente o público em geral tem a possibilidade de assistir a um jogo de basquetebol feminino. Se queremos homenagear quem muito deu ao desporto feminino, particularmente ao Basquetebol, saibamos fazê-lo contribuindo para que o Basquetebol feminino possa ser uma modalidade de referência a nível nacional, desenvolvendo estratégias para o mediatizar e enaltecer o seu valor pedagógico.

Falar de Eusébio pode ser uma ousadia e um atrevimento, pois por quem me tomo para merecer tal estatuto? Mas permitam-me que realce essencialmente a imagem que perdurará de um atleta de uma modalidade coletiva capaz de individualmente valorizar o trabalho de todos os seus companheiros de equipa e de, lutando para ganhar, dignificar e respeitar os seus adversários. Talvez possa não haver muitos exemplos de fair play capazes de influenciar, quem inicia a prática de uma modalidade desportiva, como aqueles que nos foram possíveis assistir protagonizados por Eusébio. Se perdurarão valores éticos e humanos em torno da imagem e conduta do nosso Eusébio, que perdure a ambição de finalmente promovermos um Desporto Juvenil, eventualmente em contexto escolar, onde possa ser enaltecida a conduta correta, o respeito pelas regras, a entrega ao jogo, o amor à camisola/ao clube/à escola/à modalidade. Se valorizamos Eusébio como símbolo desportivo nacional, que sejamos coerentes e capazes de promover o seu exemplo em gerações vindouras, mais pelos actos e menos pelas palavras e intenções. Eusébio não prometia golos, marcava-os.

Recordar e valorizar para melhorar o futuro…

À Lígia Santos e ao Eusébio uma palavra de apreço e um até sempre!

 

Comentários 

 
0 #1 Francisco Ribeiro 21-01-2014 19:04
Depois destas simples linhas
, mas de elevado valor moral o que mais haverá para dizer?Talvez e tão sómente que os "mestres" na matéria saibam transmitir aos jovens, os grandes exemplos que aqueles dois atletas que agoram partiram, nos deixaram e que jamais poderemos esquecer. Felizes dos sabem recordar um passado. fr.
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