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Carreira Desportiva II

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altNa crónica anterior refleti sobre a carreira desportiva em Portugal, especificamente a que diz respeito ao jogador de Basquetebol. E os Treinadores? Podemos falar em carreira de Treinador?

No que concerne às questões regulamentares e à legislação que rege a atividade dos Treinadores Desportivos em Portugal, podemos dizer que as disposições legais que imperam pretendem eliminar a ideia de que qualquer pessoa, em qualquer circunstância pode dirigir a preparação de equipas ou atletas jovens, preparar equipas ou atletas que visam exclusivamente o rendimento desportivo. A legislação em vigor estabelece e baliza de forma objetiva o perfil do treinador desportivo, de acordo com o seu grau de qualificação (grau 1, 2 ou 3). E neste sentido há a enaltecer os avanços naquilo que é a credibilização e qualificação dos treinadores desportivos. Estamos melhores nesse sentido.

Todavia, reflito naquilo que hoje em dia poderemos considerar referências para que possamos falar numa carreira de treinador, coerente com os pressupostos legais. Quem são hoje os candidatos a treinadores de grau 1?

  • Jovens ex-praticantes, ou ainda praticantes, que em muitos contextos resultam de uma filosofia de clube onde se procura identificar candidatos com perfil para aprenderem as ferramentas que lhes permitam dirigir e preparar equipas de basquetebol ou minibasquete;
  • Pais de praticantes, que nalguns casos também foram praticantes da modalidade e que, por influência do seu envolvimento e acompanhamento dos filhos, encontraram forma de colaborarem ativamente;
  • Ex-praticantes de nível elevado (ex: jogadores de liga e proliga) que procuram encontrar, na função de treinadores, uma nova vida ativa na sua modalidade.

Como se enquadram estes perfis de candidatos numa realidade predominantemente amadora, sustentada por um Associativismo heroico, que tem mantido o desporto nacional vivo? Realidade essa     que tem viabilizado alguns cenários de profissionalismo, mas que parece não encontrar um suporte estável para que a maioria dos treinadores possam acreditar numa carreira, num caminho crescente de valorização e profissionalização.

Neste cenário, o treinador investe em “profissionalizar” as suas competências, mas dificilmente encontrará na função de treinador um caminho de oportunidades para evoluir para um profissionalismo. As referências de profissionalismo reduzem-se a dois ou três clubes do território nacional, ou a cargos técnicos de âmbito federativo e associativo.

Que mercado de trabalho alicia os treinadores portugueses? Sem rigor de dados parece-nos existir um paradoxo entre aquilo que são as exigências de profissionalização da função do treinador de basquetebol com a lógica de empregabilidade que o nosso associativismo desportivo oferece numa parte significativa dos casos.

Neste contexto, parece ser um dado merecedor de um estudo abrangente, o facto de podermos estar perante índices elevados de abandono da função de treinador. Da mesma forma importará entender em que momento da carreira de treinador esse índice poderá apresentar valores mais significativos e quais os motivos que estão associados a esta decisão.

Ser Treinador é um desafio aliciante para muitos. Até quando o nosso Desporto será capaz de, a uma escala nacional, criar condições de crescimento e desenvolvimento que desencadeiem uma motivação clara para o exercício desta função?

 

 


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