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Babybasket sim ou não?

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Babybasket sim ou não?Com alguma frequência, fruto dos meus artigos no Planeta Basket, sou abordado por treinadores que não conheço, que me pedem conselhos ou sugestões para o seu trabalho. É sempre com grande prazer que, ou por telefone ou

quando isso é possível pessoalmente tenho todo o gosto em transmitir um pouco da minha experiência e em função da situação relatada dar algumas pistas e sugestões.

Bem recentemente fui contactado por um treinador que está a ensinar um escalão não oficial, os Minis-6 ou Babybasket para lhe dar algumas indicações. Nestas ocasiões costumo dizer que temos que ter muitos cuidados, pois já inventámos o minibasket, o microbasket, o babybasket, já só nos falta mesmo inventar o fetobasket, que é por assim dizer, conseguirmos pôr os fetos a jogar basquetebol.

Entre várias considerações e sugestões que dei ao meu interlocutor, penso que a mais importante que lhe dei, é que o principal era que as crianças saíssem no fim do treino felizes e com muita vontade de voltar.

Uma das preocupações do meu interlocutor era ver na internet o que algumas crianças daquelas idades já conseguiam fazer comparativamente aos seus pupilos. Teremos de compreender, que nem tudo o que luz é ouro. Quando olhamos para aquelas imagens, que encantam muitas pessoas, temos de saber quantas horas de trabalho estão por detrás daquelas prestações, que não se conseguem certamente, com um ou dois treinos por semana de uma hora. Outra coisa interessante seria saber quantas daquelas crianças “adestradas” jogarão basquetebol ao nível dos seniores?

Nestas ocasiões lembro-me sempre dum apelo que um treinador de um clube de referência, me fez um dia quando me disse: - Oh San Payo venha lá ao meu clube ensine aos treinadores de mini, outros exercícios, que não sejam duas colunas para fazer o lançamento na passada, defesa 1 x 1 campo inteiro e contra-ataque de 11. É porque senão quando eles chegam aos Sub-18, andam há dez anos a fazer sempre as mesmas coisas, já vomitam estas permanentes repetições, surgem outras motivações e desistem.

Não sou contra a existência do babybasket, desde que este seja orientado em função das necessidades de interesses das crianças e vise o seu desenvolvimento motor e felicidade. E reforço, felicidade de todas as crianças, as mais aptas e as com mais dificuldades. Contudo, na maioria dos casos, diz-me a minha larga vivência neste universo dos mais novos, que normalmente não são preocupações com as crianças, que motivam os clubes a terem o babybasket. Agradeço ao meu interlocutor, a sua abordagem, facto que me motivou a escrever este artigo.

 

Comentários 

 
+1 #1 Patrícia Correia 27-02-2018 08:38
Gostei do artigo. San Payo sempre com a sua razão.
Pela minha experiência, o Babybasquete deve ser incluído nos clubes. Os clubes têm dificuldades em conseguir atletas de formação e iniciação. Para isso é necessário criar uma base para formação. O "babybasquete" tem como objetivo proporcionar à criança após uma semana inteira na escola deslocar-se a um espaço amplo, correr, saltar, brincar, e "mandar umas bolas" para o cesto.
Antes dos 6 anos têm na escola ballet, karaté, musica, e de certeza que irão continuar com estas atividades, ou seja babybasquete não é referencia.
A essência do babybasquete desenvolvimento motor, interacção e alegria.
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