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Adilson Nascimento morreu durante 3 minutos …

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altAdilson Nascimento morreu durante 3 minutos, portanto por experiência própria sabe exactamente, o local, a hora e o dia onde morreu. É um caso raríssimo de recuperação.

Adilson de Freitas Nascimento, 55 anos, ex. jogador do F.C. Barreirense e Imortal de Albufeira, sabe exactamente o local, a hora e o dia, onde morreu: No campo de basquetebol do Club Atlético Paulistano, 20h45, do dia 6 de Abril 2005, uma quarta-feira agradável, nem quente nem fria. Antes de equipar o azul-marinho e branco do Clube de Veteranos do Clube Paineiras do Morumby, Adilson assistiu ao treino da equipa juvenil e da equipa de pólo aquático.

Daí em diante não se lembra de mais nada.

Tudo o que sabe sobre sua relação com a morte é baseado no relato dos companheiros que naquela noite dividiam o campo com o atleta que representou o Brasil, nas Olimpíadas de Munique (1972), Moscovo (1980) e Los Angeles (1984).

Adilson já não tinha a destreza dos seus 13 anos em que esteve na selecção brasileira de basquetebol, mas não decepcionou no jogo que se tornaria o mais marcante de sua vida. Fez os primeiros 12 pontos. Estava com a bola na mão, e preparava-se para o próximo cesto, quando caiu. O gigante de 1,95 metros ficou estatelado no chão. Inconsciente. Sem pulso. Sem respiração. Esse é o conceito tradicional de morte clínica, uma das definições possíveis para delimitar o fim da vida.
“Morri durante três minutos”, diz Adilson!

A situação gravíssima vivida por Adilson é chamada de morte súbita provocada por paragem cardíaca. A recuperação de Adilson é uma raridade… Adilson não teve morte cerebral, o que significaria o cessar irreversível da actividade do cérebro. Não estava, portanto, legalmente morto, pronto para ser enterrado. Mas estava suficientemente morto para aterrorizar os companheiros. Desesperados, eles gritaram por socorro. E tiveram uma ajuda preciosa. Os funcionários do clube haviam acabado de receber um curso para agir em casos de morte súbita. Um professor de educação física que assistia à partida entrou em acção. Começou a ressuscitá-lo com massagem cardíaca e respiração boca a boca para evitar que a circulação sanguínea fosse totalmente interrompida e ajudar o oxigénio a chegar ao cérebro. Em menos de três minutos, um outro funcionário trouxe um desfibrilhador.

Este aparelho emite uma descarga eléctrica para corrigir um problema chamado fibrilhação ventricular*. Em casos como o de Adilson, um caos eléctrico faz com que o coração trema em vez de bombear o sangue e provoque a paragem cardíaca. O desfibrilhador emite choques que restauram o ritmo correcto dos batimentos cardíacos. Adilson teve a sorte de morrer numa ilha de excelência: havia oito desfibrilhadores espalhados pelas instalações do clube....!

Adilson não foi submetido ao arrefecimento. Com o choque do desfibrilhador, voltou a respirar e foi encaminhado, inconsciente, ao hospital. Passou uma semana na UTI. Foi submetido a uma angioplastia para desobstruir duas artérias e recebeu um desfibrilhador implantável. Colocado sobre o coração, detecta quando algo vai mal e dispara choques que restabelecem os batimentos cardíacos. Por enquanto, o aparelho não precisou entrar em acção.

O encontro de Adilson com a morte parece ter sido causado pelo entupimento das artérias e pela hipertensão. Não suspeitava das obstruções, mas sabia que era hipertenso. Suspendeu a medicação por conta própria alguns meses antes de sofrer a paragem cardíaca. Foi apenas uma das tantas tropelias que fizeram o seu coração sofrer. Desde que abandonou o basquetebol profissional, ficou sedentário. Engordou, passou a alimentar-se mal e a “stressar” com os negócios.

Depois do susto, Adilson já se cuida mais. Faz uma bateria de exames em cada três meses, e não se esquece dos remédios e está a fazer tratamento a um cancro no braço direito. “Nasci de novo”, afirma.

A morte súbita é mais comum do que se imagina. Provoca emoção popular quando interrompe a carreira de jovens atletas, vigorosos, aparentemente saudáveis.

O caso mais recente divulgado pela imprensa foi o do jogador de futebol António Puerta, de 22 anos, da equipa espanhola do Sevilha. Morreu no fim de Agosto, dois dias depois de desmaiar em campo e de sofrer uma série de paragens cardíacas.

PLANETA BASKET: Desde 2006, Adilson está a disputar o GRANDE JOGO da sua vida, numa luta diária sem tréguas contra o cancro, um adversário muito difícil, mas esperemos que saia como o GRANDE VENCEDOR.

FORÇA ADILSON

 
* FIBRILHAÇÃO VENTRICULAR

A fibrilhação ventricular é uma série descoordenada e potencialmente mortal de contracções ventriculares ineficazes muito rápidas, provocadas por múltiplos impulsos eléctricos caóticos.

 


 
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