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Adilson Nascimento exclusivo para o Planeta Basket

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altPlaneta Basket, agradece ao Adilson, esposa e filha toda a colaboração prestada para realizarmos este trabalho, num momento muito complicado e difícil das suas vidas.

 

Quando foi o início da tua actividade desportiva?

Iniciei minhas actividades no basquetebol nas categorias menores do Sport Clube Corinthians Paulista, no ano de 1968.

Quais os clubes?

Joguei em várias equipas no decorrer de 30 anos de carreira, mas saliento o próprio Corinthians, Francana, Vila Nova de Goiás, Tenis Clube de Campinas, Esporte Clube Pinheiros. Em Portugal o Barreirense e o Imortal de Albufeira.

Qual foi a tua melhor época? Ao serviço de que clube?

Pelo Corinthians fui Campeão de S.Paulo e do Brasil.

Pelo Francana, bi- Campeão de S.Paulo e do Brasil e Campeão Sul-Americano e 3º lugar no Mundial Inter Clubes. 

Pelo Vila Nova, Campeão do Brasil, Campeão Sul-Americano e 3º lugar no Mundial do México.

Naquela época como era a carga horária de treino?

A carga horária era de aproximadamente 4 a 5 horas e dois períodos diários.

Qual a sensação de representar a selecção brasileira e competir em grandes palcos internacionais?

Senti-me sempre muito honrado em representar meu país, no tempo em que se jogava mais pelo amor á camisola, do que por qualquer outra motivação, e em ser um motivador para os jovens e sempre passar por grandes emoções jogando nos principais palcos desportivos do mundo. Inesquecível !!!

Quais os jogos com melhor recordação?

São muitos. Como disse, foram muitos anos competindo, mas sem dúvida a decisão contra Cuba que nos deu o primeiro título Pan-Americano em desportos colectivos, em Cali, na Colômbia, em 1971. O meu primeiro jogo em Jogos Olímpicos, em Munique, em 1972 contra o Japão e o jogo contra a Itália que nos deu o 3º lugar no Mundial em 1978.

Foste um elemento fulcral na Selecção brasileira. Quais as melhores recordações?

Defendi as cores do meu país durante 13 anos seguidos. O meu forte era a defesa, a marcação, mas também me destacava em outras posições, onde tive grandes momentos tanto como poste, como ala e armador. Sempre pronto para o que fosse preciso e onde fosse necessário.

Depois da selecção, veio o convite para Portugal?

Ainda jogava pela selecção, na primeira vez que joguei em Portugal. Havia acabado de participar das Olimpíadas de Moscovo.

O Barreirense foi o único convite? Quantas épocas estiveram em Portugal?

Não, também recebi um convite do Sporting. Joguei pelo Barreirense duas épocas e depois uma temporada pelo Imortal de Albufeira.

O que mais te marcou na estadia em Portugal?

A gentileza, a educação e o carinho do povo. Eu e a minha família desfrutámos da amizade de várias pessoas, inesquecíveis para nós, sempre fomos cercados pela amizade de todos. O alto nível do basquetebol praticado no país, com competições sempre muito aguerridas e um público que apoiava muito. A excelente comida, tivemos momentos maravilhosos compartilhados com amigos portugueses, o marisco e os doces incríveis.

Quais as equipas portuguesas da época que mais te impressionaram?

O próprio Barreirense me impressionou, pois estava numa situação incómoda e depois despertou, para disputar palmo a palmo o Campeonato Nacional com o Porto, Benfica e Sporting.

Quais os companheiros que mais te marcaram?

Michael Plowden, pela sua disciplina, e os irmãos Coelho, por sua dedicação e garra, além da equipa técnica.

E adversários?

Lembro-me do Carlos Lisboa do Benfica.

Depois de Portugal, terminaste a actividade?

Não, ainda participei das Olimpíadas de Los Angeles, quando encerrei minha participação na selecção. Em clubes, joguei até 1991.

Sabe-se que no dia 6 de Abril 2005, tiveste um convite da morte. O que te aconteceu?

É uma historia um bocado longa e algo complicada. Mas da para resumir tive uma fibrilhação ventricular, ou paragem cardíaca que aqui no Brasil também é denominada de morte súbita. Estava a jogar basquetebol  de veteranos num clube de São Paulo, Clube Paulistano, quando caí morto no campo. Fui prontamente socorrido, porque nesse clube havia toda uma equipa preparada para este tipo de ocorrência, com aparelhos de ressuscitação bem ao lado do recinto.

Foram necessários dois choques para que eu voltasse, fui encaminhado para as urgências do Hospital.

Portanto estiveste “morto”?

Sim, fiquei 3 minutos “morto"!

Já tinhas tido problemas de saúde?

Tive vários episódios de pressão alta, que não estavam a ser devidamente acompanhados, juntamente com um histórico familiar directamente relacionado com problemas cardíacos.

O que sentes por estares a dar esta entrevista, “bem vivo” ao Planeta Basket?

Muito feliz, por estar com minha família e servir de alerta todas as outras pessoas, para que se cuidem, porque estas situações não acontecem só aos outros e também uma chamada de atenção para a existência nos recintos desportivos e de locais de grande circulação, de pessoal especializado com o material necessário para um rápido auxílio.

Tu que chegaste ao ponto mais alto na carreira no Brasil O que aconselhas aos jovens praticantes?

Cheguei ao ponto onde muitos jovens sonham chegar, num tempo de muito menos recursos que hoje em dia, tanto em informação como em tecnologia. Foi muita luta, dedicação e abnegação, tendo que fazer opções que naquele momento não me agradavam, mas que viriam a acrescentar uma melhoria técnica e física na minha carreira de atleta. Tive de abrir mão de alguns sonhos, tive de me sacrificar para me dedicar integralmente ao desporto que mais adorava o basquetebol.

Se gostam mesmo do basquetebol então sigam estes meus conselhos:

1º - Ser o primeiro a chegar e o ultimo a sair do treino;

2º - Saber escutar todas as orientações técnicas e tácticas (sabem, o treinador está lá para isso mesmo);

3º - Repetir todos os fundamentos, mais que o necessário, pois nas horas de decisão, eles vão fazer toda a diferença.

Já conheces o Planeta Basket, qual a tua opinião sobre o site?

Na verdade não conhecia esse site, é um site muito jovem, bastante actualizado, e gostei muito da apresentação e dos temas apresentados.

Uma mensagem para Portugal …

Os Portugueses serão sempre lembrados por mim, mas peço desculpa a todos, em especial ao pessoal de Albufeira, mas o Barreirense e os seus adeptos, estarão sempre no meu coração.
 

 


 
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