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Adilson, o voo da vitória e a corrente para o bem

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altOs campeões reconhecem a existência dos problemas, mas encontram nos grandes desafios o alimento predilecto dos vencedores.

Fausto Giannecchini

 

A minha homenagem

Adilson, o voo da vitória e a corrente para o bem

Fazendo reflexões sobre o meu histórico de conquistas e vitórias na minha vida desportiva, voltei ao final dos anos 60, e fui-me lembrando de vários jogadores com quem estive junto nesta longa carreira, desde juvenil até aos dias actuais, nos clubes e nas selecções paulista, universitária e brasileira e, entre esses jogadores, um dos principais, foi o ADILSON de Freitas Nascimento.

Adilson, chegou à sua primeira selecção paulista, vindo das categorias de formação do Corinthians, ainda não tinha completado 18 anos, já impressionava com seu jogo, por ser canhoto, defendia bem e estava a desenvolver a sua impulsão a qual foi umas das suas marcas registadas que eram os “abafos” e os “afundanços”. Saltando pelas diversas fases da sua carreira, recordo-me do Mundial de 80* em Sarayevo, no jogo contra o Real Madrid, em que ganhámos por 41 pontos de diferença. Fazendo analogia com o futebol seria como vencer o campeão europeu por 5 - 0.

Após esse feito inédito de uma equipa sul-americana, os jornais jugoslavos publicaram uma foto do Adilson dando um “abafão” acima do aro  a um jogador do Real Madrid com os seguintes dizeres: “Até onde voa Adilson”. A imprensa ficou impressionada e estávamos na Jugoslávia, local onde existia a maior concentração mundial de jogadores versáteis, terra dos Petrovics, Kikanovics, Cozics, Dalipazics e tantos outros “ics” que parecia que não tinham fim. Lembro-me dessa jogada depois de 20 anos como se tivesse sido hoje. No actual mundo globalizado da NBA ele lá estaria, com certeza, a fazer parte do maior campeonato do mundo de basquetebol, recheando a sua conta bancária, juntamente com tantos outros bons jogadores brasileiros da minha época.

Este é o Adilson das grandes proezas dentro do campo, local de alegrias e fazia o que poucos sabiam fazer: voar. Mas como em qualquer espaço, ocorrem imprevistos e desafios. O desporto, com a sua beleza, algumas vezes também nos traz algumas preocupações.

Neste momento, Adilson, fazes-me lembrar o “vôo da águia e a corrente para o bem”, esta ave que possui a maior longevidade da espécie e chega a viver 70 anos. Existe um momento na vida em que ela precisa tomar uma difícil decisão: quando atinge os 40 anos, resguarda-se por 150 dias, renova o seu bico, unhas e penas para depois fazer o voo da vitória. Adilson, em nossas vidas, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação, para que construirmos um novo voo.

A corrente para o bem, vai acontecer no dia 04 de Outubro 2008, no Ténis Clube de Campinas, onde haverá várias acções desportivas, Claro um jogo de estrelas actuais e do passado para o bem do basquetebol. Serão vários momentos de discussão, onde estarão presentes jogadores, técnicos, árbitros, dirigentes, jornalistas, empresários, e certamente será discutida a situação actual do basquetebol no Brasil.

Há alguma sugestão para dar?

Um abraço desportivo

Fausto Giannecchini

Ex-jogador da Selecção do Brasil

Amigo do Adilson

Fausto Giannecchini (http://www.giannecchini.com.br) é Profissional de Educação Física com especializado em basquetebol e marketing desportivo, jogador de basquetebol que durante 12 anos representou a Selecção Brasileira. Na sua carreira desportiva fez 834 jogos, 12.365 pontos, média 14,82 por jogo. Professor, escritor, empresário, consultor, conferencista sobre a motivação para as empresas, pós- graduado em MBA Administração Empresarial, Marketing e Vendas.

 

 


 
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