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Entrevista com Jorge Coelho

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altJorge Coelho é o actual responsável pela secção de basquetebol do Sport Algés e Dafundo. Mas Jorge Coelho é muito mais que um dirigente. Até chegar ao popular clube algesino, cumpriu com êxito as duas restantes estações da modalidade: jogador e treinador.

 

Como foi a carreira de jogador?
Comecei aos 15 anos, no Liceu Gil Vicente em Lisboa. Como o clube Maria Pia ficava próximo resolvi um dia ir lá treinar. Naquele tempo tinha já uma boa altura e como dispunha de algum jeito continuei até aos 17 anos. Aos 18 anos transferi-me para o Benfica, jogando em juniores e séniores. Na Luz estive 8 anos e fui, depois, para o Barreirense, onde estive duas épocas. Saí do Barreirense devido à minha profissão de informação médica, a qual não me deixava tempo para me dedicar como desejava. Seguiu-se o Estrelas da Avenida. Estava na II Divisão, com o objectivo de ascender à I Divisão, o que viemos a conseguir. Permaneci no Estrelas até final da carreira como jogador. Tinha 34 anos.
 
altQual o jogador português que mais o marcou?
Sem dúvida o Carlos Lisboa. Com excepção da Selecção Nacional onde jogámos juntos, o Carlos Lisboa foi sempre meu adversário e, curiosamente, tocava-me sempre a missão de o defender, tanto no Benfica, já que ele jogava no Sporting e no Queluz, como depois no Barreirense e no Estrelas da Avenida. Ele foi o jogador mais difícil de defender que enfrentei. O Lisboa tinha aquela característica da espontaneidade, com aquele lançamento em queda muito difícil de parar. A única solução que tínhamos era de não permitir que ele recebesse a bola, o que não era nada fácil.
 
Qual o treinador com quem gostou mais de trabalhar?
Todos me marcaram. Aprendemos com todos os treinadores, mesmo aquilo que não se deve fazer. A pessoa que teve alguma influência na minha carreira desportiva foi o meu primeiro treinador no Benfica, o professor Eduardo Monteiro. Houve, depois, outros técnicos que foram boas referências, como Adriano Baganha na Selecção Nacional, Nélson Serra e professor Manuel Fernandes.
 
altComo jogador recorda algum momento especial?
As duas épocas no Barreirense. Vencemos duas Taças de Portugal e fomos vice-campeões nacionais. O treinador era Manuel Fernandes e tínhamos uma equipa forte, competitiva. Jogávamos num pavilhão único, como era o ginásio do Barreirense, que estava cheio uma hora antes dos jogos com pessoas que conheciam e sabiam de basquetebol. Foi uma experiência que gostei muito e só saí por motivos exclusivamente profissionais.
 
Reconhece diferenças entre o basquetebol praticado nessa altura e o de agora?
Apesar de estar no papel de dirigente nos últimos anos o que me dá mais gozo é estar dentro deo campo. Tenho saudades desses tempos. A grande diferença comparativamente em que fui jogador e agora, tem a ver com os factores físicos dos atletas. Actualmente são mais fortes, altos e pesados e também em termos defensivos, se nota uma melhoria em todas as equipas. Há, agora, mais preocupações em defender. Tacticamente as equipas são tão evoluídas como antigamente, apenas com a diferença que fazíamos com menor intensidade.
 
Qual para si o melhor "cinco" português de sempre?
Convivi com muitos bons jogadores e, agora, existem, igualmente muitos bons praticantes. Mas vou arriscar o meu "cinco". Base: José Luís. Extremos: Carlos Lisboa e Rui Pinheiro. Postes: Mike Plowden e Eustácio.
 
altComo surge o treinador?
Quando deixei de jogar no Estrelas, no primeiro ano fiquei como adjunto do Pedro Bandeira. Entretanto ele saiu a meio da época e fiquei até ao final como treinador principal. No ano seguinte voltei a ser adjunto, então do Carlos Barroca e, na temporada seguinte e por quatro anos fui o técnico principal do Estrelas da Avenida.
 
Foi difícil a transição de jogador para treinador?
Tive a felicidade no ano em que assumi o cargo a meio da época, de ter terminado numa boa posição. Na temporada seguinte tive a particularidade de voltar a ser adjunto. Foi um ano de aprendizagem. Quando fiquei à frente do Estrelas, as três primeiras épocas correram bem, conseguindo exceder as expectativas.
 
Quais os melhores resultados?
Em quatro anos, no Estrelas, estivemos nas final-four da Taça de Portugal e fomos sempre às meias-finais do playoff do Campeonato Nacional. Aí apanhámos sempre pela frente a super-equipa do Benfica, com Pedro Miguel, Carlos Lisboa, Jean Jacques, José Carlos Guimarães, Steven Rocha e Mike Plowden. Mesmo assim ainda os obrigámos a ir, por duas vezes, ao quinto jogo.
 
E chega a dirigente. Como aconteceu?
No ano em que abandonei, 2.º da LCB, a minha vida profssional alterou-se completamente e só regressei anos mais tarde no Algés, para acompanhar os meus filhos que se iniciaram na modalidade. As pessoas víam-me aqui com frequência e convidaram-me para secção, onde estou há seis anos.
 
É uma actividade bem diferente?
É uma actividade onde se perde muito tempo. A dificuldade aqui no Algés e nos outros clubes, é encontrar pessoas para colaborar. As que aqui ajudam, fazem-no porque gostam. No Algés tmos 11 equipas em competição, em todos os escalões e ambos os sexos. A logística dá trabalho, mas quando existe um bom grupo de pessoas, como felizmente há aqui, tudo se torna mais fácil.
 
O que representa o Planeta Basket?
Desde que soube que existe tenho a curiosidade de o visitar regularmente. Todas estas ideias são bem vindas e úteis para o basquetebol. Para além das noticias actualizadas das competições, faz uma abordagem muito interessante sobre outros temas, como seja a conversa com os treinadores, atletas e dirigentes. Foi uma ideia brilhante e o Ivan Kostourkov e a sua equipa estão de parabéns.

 

 


 
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