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A opinião do adversário – Mário Albuquerque

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altNo basket como na vida, os feitos que cada um alcança só têm o valor que têm porque existem … adversários. E quem melhor que o nosso já bem conhecido Mário Albuquerque, para nos falar do seu rival de outros tempos, José Alberto.

Durante a década de Sessenta pontificavam no Basquetebol Nacional duas equipas de Basquetebol, na Metrópole de então o Sport Lisboa e Benfica reinava e no Ultramar, nomeadamente em Moçambique era o Sporting Clube de Lourenço Marques que era rei e senhor.
 
O Benfica coleccionava títulos na Metrópole, era raro o que lhe escapava, e em Moçambique o Sporting de L.M. imitava-o mas o intercâmbio era praticamente nulo, ou seja os reinos não se encontravam, para derrimirem o título dos títulos. À excepção de uma ou duas Seleccões Nacionais e uma Taça de Portugal onde estiveram presentes equipas ultramarinas, pela primeira vez em 1962, cuja final se realizou no Fundão, tendo como vencedor o Sporting. C. L.M. que venceu o Barreirense na final, equipa esta que tinha eliminado o Sporting de Portugal e o Benfica nas eliminatórias, não havia mais nenhuma troca de galhardetes.
 
Felizmente a partir da época de 1965/66 foi criada, pela Federação Portuguesa de Basquetebol, a Fase Final do Campeonato Nacional que englobava o Campeão da Metrópole, o de Angola e o de Moçambique e que se realizaria pela primeira vez em Lisboa.
 
A minha rivalidade com o Zé Alberto começaria aí, primeira Final, vitória nossa por um ponto, primeiro protesto, e título não atribuído, embora tenhamos ganho em campo.
 
À excepção de 3 títulos conquistados pelo Benfica de Luanda, F.C.Porto e Malhangalene, os 3 em condições muito especiais, todos os outros  foram divididos pelo Sport Lisboa e Benfica e pelo Sporting Clube de Lourenço Marques.
 
No Benfica Zé Alberto era rei, mas tinha a acompanhá-lo grandes atletas de entre os quais não posso deixar de destacar os Saudosos Joaquim Carlos e António Pratas, grandes basquetebolistas e umas jóias de homens que infelizmente já não estão entre nós.
 
Não foi uma rivalidade fácil, houve mesmo algumas picardias fruto do entusiasmo posto nas diversas lutas, tão renhidas elas foram, que me lembro de ter perdido e ter ganho também, campeonatos Nacionais por 1 ponto.
 
Apesar das refregas sempre soubemos cultivar um respeito mútuo ao princípio que mais tarde se transformou em amizade.
 
O Zé era sobretudo um estratega e um jogador polivalente de antes quebrar que torcer. Foi no meu entender um dos maiores jogadores Nacionais e um leader nato.

Fomos colegas de Selecção Nacional umas 2 vezes.
 
Mais tarde encontrei-o nos campeonatos do Inatel e Veteranos, onde a rivalidade se manteve durante mais uns bons 10 anos. Aí foi um pouco mais fácil, pois sou uns 10 aninhos mais novo…eh…eh…eh...
 
Por um lado foi pena termos sido adversários pois juntos não tínhamos dividido tantos títulos por outro foi melhor assim pois as coisas fáceis não têm o mesmo sabor.
 
Um grande abraço ao Zé do amigo
Mário Albuquerque

 

 


 
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