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Teresa era um talento fora do comum

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altHoje convidámos um dois mais gloriosos treinadores do basquetebol feminino em Portugal, Eliseu Beja a recordar-nos uma das maiores estrelas da história do basquetebol feminino no nosso país, Teresa Barrata.

Considerada por muitos uma dos melhores jogadoras portuguesas de sempre, Teresa Barata deixou a sua marca em todos os lugares por onde passou. Marca essa que poderia e deveria servir de exemplo a todas e todos os que vivem e respiram basquetebol.

A Teresa Barata era considerada, por muitos, ao seu tempo, como a melhor jogadora portuguesa de sempre. Juízo, difícil, dada a quantidade de variáveis que tal apreciação implica. Era, no entanto, isso é seguro, um talento absolutamente fora do comu

Possuidora de uma destreza, velocidade de execução, intuição para o jogo extraordinárias, tinha uma outra grande qualidade: gostava muito de trabalhar e trabalhava muito. Por essa razão acabou por se transformar também numa boa defensora, aspecto que regra geral, os grandes talentos secundarizam.

Foi, naturalmente internacional em todas as categorias, e fossem as regras ao seu tempo o que são hoje, a sua carreira não se teria, com certeza, confinado ao nosso país.

altChegou a ser sondada para jogar numa das mais fortes equipas de Espanha, mas a regra das duas estrangeiras fez recair a opção em norte-americanas, naturalmente.

Nem sempre (talvez raramente) dos grandes jogadores nascem grandes treinadores. Não posso afirmar que a Teresa o seja, não só porque não acompanhei nunca o seu trabalho quotidiano, mas também porque nunca ela teve condições de o provar, através de resultados, que parece ser, cada vez mais, a bitola única de medição do mérito.

Mas arriscaria, sem grande risco, a dizer que sim, porque conheço bem o seu domínio do conhecimento do jogo, porque sei da sua grande capacidade organizativa, porque tive oportunidade de verificar o seu talento para orientar jovens, e ainda porque se revelou uma excelente prelectora em várias acções de formação para treinadores de jovens a que assisti.

A Teresa e o seu companheiro Hélder são apenas mais dois dos muitos treinadores portugueses que o nosso basquetebol subaproveita.

Não lhe esmoreça o ânimo de continuar, mesmo no fundo dos bastidores, a contribuir para que mais jovens pratiquem mais e melhor basquetebol.

Eliseu Beja

 

 


 
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