Uma vivência que marca
 
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Uma vivência que marca

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Uma vivência que marcaNunca vi uma criança entrar num jogo, sem a ideia de querer ganhar. Contudo já vi adultos, jogadores seniores, não se esforçarem minimamente para vencerem um jogo, já para não falar em situações bem mais graves de viciação de resultados…

Faz parte da natureza humana ser competitivo e querer ganhar. Contudo há que entender, que embora seja a mesma palavra, a percepção e a compreensão da palavra jogo é diferente nas crianças e nos adultos. Segundo Martin Lee para os adultos o jogo está separado da realidade, a actividade desportiva pode ser um jogo, mas pode igualmente ser um trabalho, uma profissão. Para as crianças o jogo na sua imaginação faz parte da realidade e é importante para se conhecerem melhor e saberem relacionar-se com outras crianças. O jogo é levado muito a sério, mas tem de ser divertido e proporcionar prazer.

Já por diversas vezes referenciei, que há um espaço que hoje em dia falta às crianças: a rua, os jogos de rua! Os jogos organizados pelas crianças marcam etapas do seu desenvolvimento e crescimento. Por vezes os adultos dificultam o crescimento das crianças formalizando as competições excessivamente, não facilitando às crianças as vivências do prazer do jogo. Não é por acaso que uma das máximas da federação francesa de basquetebol, relativamente à fase inicial da formação desportiva diz claramente que “no minibásquete uma classificação não é nem uma prioridade, nem uma necessidade das crianças.”

O que é decisivo, é que as crianças joguem. A vitória e a derrota do jogo, não há dúvidas que é importante para as crianças, já a classificação é uma noção abstracta, que é do interesse dos adultos.

Por tudo o que eu acabo de expor, é que o jamboree de minibásquete é o evento em que eu mais gosto de me envolver. Neste evento em que há jogos, que as crianças querem evidentemente ganhar, há lugar para muitas outras actividades e outros jogos, há espaço, acima de tudo, para que a criança seja uma criança. Não é por acaso, que quando me cruzo com jogadores e jogadoras, hoje em dia já seniores, que estão a jogar ao mais alto nível no país, é com um sorriso enorme e gratas memórias, que eles me falam sempre das vivências do jamborees, uma experiência que marca.

 

 


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