Foram precisos cerca de 45 anos para que o jogo de basquetebol se livrasse de travões (principalmente um) que o interrompiam regularmente. Desde 1891, quando foi inventado, até aos jogos olímpicos de Berlim, em 1936,
sempre que um cesto era marcado, os jogadores tinham de ir ao centro do campo realizar uma nova bola ao ar.
É verdade que os resultados eram escassos. O primeiro jogo, em 21 de dezembro de 1891, ficou num magríssimo 1 a 0 mas mesmo assim despoletou um tremendo entusiasmo entre os 18 jogadores que o disputaram. E mesmo o jogo da final dos Jogos Olímpicos de Berlim, em que pela primeira vez o basquetebol entrou oficialmente no programa olímpico, ficou 18-9, a favor dos EUA, contra o Canadá. Já se começava a sentir a necessidade de fazer algo que tornasse o jogo mais fluído e dinâmico.
Antes mesmo desta questão da bola ao ar, relembramos que os tipos de cestos também constituíram problema. Desde os primeiros cestos, completamente fechados, em que era necessário ir buscar a bola com uma escada, até ao cesto aberto completamente aberto como é hoje, passando por alguns mecanismos mais ou menos habilidosos para fazer a bola sair do cesto quando lá se encontrava, nem sempre foi fácil não travar o fluxo do jogo.
Foi a partir de 1937, com a modificação da regra implicando a reposição pela linha final após cesto, que o basquetebol adquiriu outra fluência.
Desde há alguns anos, com a posse de bola alternada, o jogo praticamente passou a ter apenas uma bola ao ar e essa iniciativa deu de novo um empurrão à dinâmica do jogo.
Uma recreação do primeiro jogo e do tipo de cestos utilizados podem ver aqui.









