Há princípios que desde que não sejam levados aos extremos eu concordo. Um desses princípios evocado por muitos treinadores, é que quanto mais o treino se assemelhar à situação de jogo, mais o jogo surge como uma sequência natural do treino.
Logo, mais possibilidade de sucesso temos. Nesta última afirmação convém definir o que é o sucesso.
Será que a noção de sucesso é igual em equipas profissionais e no minibásquete?
Será que o sucesso se resume à palavra vitória?
Será que a única coisa importante é ganhar a qualquer preço, mesmo que seja com batota ou infringindo princípios pré-estabelecidos?
E se assim for, o que é que esse sucesso tem de educativo?
Será que respeitar as regras nos torna menos competitivos?
Vem todas estas interrogações ainda a propósito da situação à pergunta devem os pais assistir aos treinos?
Se os treinos devem ser parecidos aos jogos, então nesse caso devemos deixar os pais, com regras bem definidas, assistir aos treinos. A principal regra que devemos transmitir aos pais é a regra da não interferência, nem nos treinos nem nos jogos.
Que sentido faz um pai gritar da bancada seja no jogo, ou mesmo no treino para o seu filho por exemplo: “Dribla” e em simultâneo o treinador deu a instrução de: “Passa a bola”. A quem é que a criança deve obedecer ao pai ou ao treinador? Quem é que ela vai desautorizar? Felizmente para a criança, o que acontece com grande frequência, principalmente na situação de jogo, não ouve nenhum dos dois.
Todos sabemos que sem pais não há minibásquete no país, que os pais são essenciais, como já referi por diversas vezes em artigos anteriores. “Sem pais não há minibásquete, e os pais que proporcionam uma atividade desportiva aos seus filhos são uns verdadeiros heróis. Muitos têm que sair dos seus trabalhos para irem buscar os filhos à escola levarem-nos para os treinos num enorme dispêndio de tempo e energia. Se a este esforço associarmos o transporte aos fins-de-semana para os jogos e o facto de praticamente todos os praticantes de minis pagarem uma mensalidade, que ajuda a sustentar a existência dos clubes, só podemos estar gratos aos pais.”
Apesar disto tudo os pais não devem, mais do que isso não podem intervir no trabalho dos treinadores. Se não gostam ou não têm confiança no trabalho que está a ser realizado tem uma solução, procurar outro clube. Interferir ou perguntar? A resposta é simples: perguntar sim, interferir não.








