O dirigismo é fundamental em qualquer organização. Os dirigentes são essenciais em qualquer entidade, contudo este foi um mundo que nunca me atraiu.
O facto de ser um universo que nunca me seduziu e embora já não tenha qualquer ligação formal ao basquetebol, não deixo de estar atento aos destinos da modalidade.
O que mais me move e continua a mobilizar, nem que seja através dos artigos que escrevo aqui para o Planteta Basket, é chamar a atenção para a importância do minibásquete no seio da nossa modalidade e que esta importância não passe apenas por palavras e intenções, que depois não correspondem em ações reais e consequentes.
Vem esta introdução a propósito das eleições que se aproximam para ficarmos a saber quem irá dirigir o basquetebol no próximo quadriénio.
Sei que os temas que vou abordar são apenas uma parte dum universo bem mais vasto e que a realidade é um todo. Contudo também sei que mexer nestes temas tem implicações bem mais profundas e que acabam por ter repercussões em todo o edifício.
Quando olho para os muitos artigos que já escrevi aqui no Planeta Basket há três temas, entre outros, que tenho abordado recorrentemente e que escalonados da importância menor para maior, eu gostaria de saber o que os candidatos pensam.
- 1º A alteração dos escalões etários e a suas implicações nas competições dos escalões de forma a que todos os anos os jovens mais talentosos tivessem um forte objetivo pelo qual lutar. Há várias soluções, mas para mim a mais importante e já por diversas vezes o escrevi, era a alteração dos escalões para Sub-13, Sub-15, Sub-17 e Sub-19 ou mesmo neste escalão Sub-21.
- 2º Um verdadeiro investimento no aumento da quantidade de minis e na qualidade dos treinadores do minibásquete. Sobre este tema recomendo vivamente que oiçam o Tim Brentjes no Podcast SerMinibasquete do Luís Abreu.
- 3º Finalmente o tema tabu, o tema sobre o qual não ouvi ninguém falar e penso que ninguém irá falar. Aqui pego nas palavras do Prof. Jorge Araújo na sua recente e excelente entrevista para o Diário de Notícias. “O basquetebol esqueceu-se que precisava de mudar sempre.” O tema é reorganização geográfica e administrativa do basquetebol.
Caso isso acontecesse o basquetebol seria uma vez mais o pioneiro em todo o universo do desporto nacional.
Estes são três temas, sobre os quais irei mais pormenorizadamente e separadamente voltar a falar nos próximos artigos.






