Em primeiro lugar quero dar os meus parabéns ao João Carvalho, recente vencedor, e a toda a sua equipa, das recentes eleições para a Federação. Quando há uma equipa nova, há sempre esperança de mudanças,
que contribuam para o crescimento, desenvolvimento e sucesso da modalidade. Com uma vida inteira dedicada ao basquetebol é de inteira justiça dar uma palavra de gratidão e apreço ao Prof. Manuel Fernandes, presidente cessante.
Depois das felicitações e agradecimentos gostaria de transmitir um pouco da minha experiência, que possa ajudar à compreensão do que é a formação desportiva. Este é um dos objetivos desta minha colaboração com o PB. Quando um clube põe um jovem com pouca experiência, em muitos casos mais novo, que os pais dos jogadores, que está a treinar, deve ter a preocupação de lhe dar a proteção de um coordenador.
Com a experiência, há muito tempo que aprendi, que na grande maioria dos casos, quando um jovem treinador é posto em causa ou questionado, na maioria das situações, a melhor solução é que a resposta seja dada numa reunião em que os três elementos estejam presentes, pai ou mãe, o coordenador e o jovem treinador.
Ninguém nasce ensinado, nem os treinadores nem os pais. Muitos dos pais, embora naturalmente bem-intencionados, muitas das vezes, também têm de compreender e aprender o que é um acompanhamento correto da atividade desportiva dos seus filhos.
Há uma coisa que tem de estar clara nas suas cabeças: Querem que os seus filhos sejam os melhores ou querem o melhor para os seus filhos. Quantas vezes, por um conjunto alargado de situações, querer que os filhos sejam os melhores está muito longe de ser o melhor para os seus filhos.
Ainda recentemente estive com duas das minhas netas no Pavilhão do Conhecimento em Lisboa. Foi para mim inacreditável o que eu à distância assisti numa pura brincadeira competitiva existente numa das salas do pavilhão. Essa breve, com algumas considerações, narrarei esse insignificante episódio, que não deixa de revelar o que são valores.










