O último figurino do Memorial Mário Lemos, que com ligeiras alterações persiste até aos dias de hoje, surgiu na época de 2012/2013. A alteração ao modelo anterior passou pelos seguintes motivos.
1. A crítica, que o CNMB não promovia eventos para os mais aptos tinha deixado de existir com o surgimento em 2010 da Festa do Minibásquete em Paços de Ferreira.
2. Como já referido, o Memorial Mário Lemos tinha-se transformado num mini-jamboree, no qual as associações, salvo raras exceções, não se preocupavam em enviar os mais altos e os mais evoluídos para o evento.
3. Com o crescimento dos praticantes de minis a crítica, embora não inteiramente justa, como abordarei num dos próximos artigos da História do Minibásquete, é que o CNMB não tinha a preocupação de fazer eventos para o escalão dos Mini-10.
Fruto destes três motivos surgiu o terceiro modelo do Memorial Mário Lemos, evento que passou a ser destinado ao escalão de Mini-10.
Contudo não quero deixar de mencionar, entre muitos outros que poderia referir, um jovem que conheci no Memorial Mário Lemos de 2004, que ainda hoje é figura de grande destaque no basquetebol nacional, o Diogo Ventura e duas jovens que conheci na edição do Memorial Mário Lemos realizado em 2010 em Braga: A Beatriz Jordão e a Mariana Silva. Com ambas tenho estórias engraçadas que ficaram na minha memória.
O novo modelo do Memorial Mário Lemos passou a ter o seguinte formato: Era um Convívio de Minibásquete, expressão tão do agrado do Prof. Mário Lemos, destinada a 6 equipas que teriam de fazer dois jogos. No intervalo dos primeiros jogos para os segundos jogos, realizavam-se os concursos por equipas de lançamento da passada do lado direito, lançamento na passada do lado esquerdo e lances livres. Durante três minutos, as equipas obrigatoriamente constituídas, por 12 elementos, tinham de concretizar o maior número de cestos.
Os resultados eram anotados e introduzidos em três rankings, um para equipas masculinas, outro para equipas femininas e um terceiro para equipas mistas. Até 2016 a organização do Memorial tinha o seguinte modelo: O CNMB ficava com a responsabilidade de organizar um evento a norte do país, onde comparecia o Presidente do CNMB, Mário Batista, outro no centro do país com a presença do DT CNMB, San Payo Araújo e um terceiro no sul do país acompanhado pelo Sérgio Rosmaninho Adjunto do DT CNMB.
Após a realização destes três convívios os clubes e Associações candidatavam-se à realização de mais etapas do Memorial Mário Lemos. Destes eventos ficou-me na memória uma etapa realizada em Faro, em que estive presente, onde o SC Farense treinado pela Sofia Vietas conseguiu com uma equipa mista os melhores registos dos concursos e ficou-me na retina uma menina de 10 anos, filha da Sofia e do Walter, a Clara Silva que quer do lado direito, quer do lado esquerdo e sendo dextra executando os lançamentos, com perfeição, com a mão esquerda não falhou um único lançamento. Nos lances livres, se a memória não me atraiçoa, falhou apenas dois lances livres.
Fiquei mesmo muito impressionado. Com esta curiosidade, sobre uma das maiores promessas do basquetebol feminino português termino a estória, do que foi a evolução do Memorial Mário Lemos de 2000 a 2016. Os próximos capítulos vão abordar a evolução dos jamborees. Jamborees, uma experiência que marcou muitas gerações de treinadores e jogadores, que agora marcam presença nas ligas, como num dos últimos jamborees realizados, o Guga, o Gustavo Teixeira.











