O Professor Francisco Costa foi, indiscutivelmente, o melhor treinador que tive ao longo dos meus 18 anos como atleta de basquetebol do FC Porto. Durante as cinco épocas que me orientou,
sempre no escalão sénior, foi muito mais do que um treinador: as suas qualidades humanas tornaram-no um mestre que moldou a minha postura perante a vida, cujos ensinamentos preservo e sigo até hoje.
Excelente conhecedor e profundo estudioso das componentes técnica e tática do jogo que tanto amamos, estava anos à frente do seu tempo. Era um homem íntegro, duro, mas justo: o primeiro a reconhecer o mérito com a mesma frontalidade com que corrigia os erros quando era necessário um “puxão de orelhas”.
Sei que me estimava e que depositava confiança em mim, tanto como atleta e homem, e talvez por isso fui sempre o seu capitão de equipa. Após a sua saída do FC Porto mantivemos uma amizade que perdurou ao longo dos anos. Com saudade, recordo especialmente as longas cavaqueiras durante tardes inolvidáveis passadas à volta de um café no famoso “Corcel”.

É impossível medir o legado de alguém que tanto deu, mas, para quem teve o privilégio de o ter como mestre, a marca é eterna.
Um dia nos encontraremos, Professor.








