No meu recente artigo “Geografia do pódio” limitei-me a expor dados resultantes do quadro que elaborei. Hoje vou fazer uma leitura, a minha interpretação dos dados expostos no quadro da Geografia do Pódio.
(Ver quadro em anexo).
Se excluirmos as três Associações que esporadicamente alcançaram um terceiro lugar nas Festas do Basquetebol: 2007- Açores nos Sub-14 Femininos, 2014- Leiria nos Sub-16 Femininos e 2015- Braga nos Sub-16 Masculinos e as 4 Associações que mais títulos alcançaram Porto, Lisboa, Aveiro e Setúbal, chegamos um conjunto de Associações que iremos analisar: Madeira 8 pódios, Algarve 7 pódios, Santarém 5 pódios e Coimbra 4 pódios.
Em todos os êxitos poderemos sempre falar da sorte duma melhor qualidade geracional, o que torna o sucesso mais fruto de um acaso, do que propriamente dum trabalho de continuidade. Contudo no caso da Madeira e principalmente do Algarve e mais recentemente de Santarém penso que os seus sucessos não podem e nem devem ser desligados do trabalho realizado a montante: O trabalho realizado no Minibásquete.
Já por diversas vezes o referi, que sempre que tomo conhecimento dum sucesso, independentemente do bom trabalho realizado com esse grupo de jogadores, gosto de olhar para o que foi feito a montante. No caso da Madeira, que foi uma Associação que sempre deu muita importância ao Minibásquete, de volta e meia surgem boas gerações. Já no caso do Algarve e de Santarém, não tenho muitas dúvidas em afirmar que os seus sucessos e alguma consistência nos resultados nos últimos anos resultam duma aposta clara no Minibásquete.
No Algarve, o projeto do Imortal BC idealizado pelo Amândio Amorim, que levou muitos clubes da região a olharem de forma diferente para o Minibásquete, assim como a decisão do ex-diretor técnico regional João Lima, de começar a participar nas Festas do Minibásquete em Paços de Ferreira resultaram, em 7 pódios e um título de campeão a partir de 2018. Temos de ter consciência que a AB do Algarve decidiu não participar na primeira edição da Festa do Minibásquete.
No caso de Santarém a forte aposta que o José Monteiro, diretor técnico da AB Santarém, fez no Minibásquete no pós-pandemia está a dar resultados agora. Eles já se adivinhavam através dos resultados que Santarém, numa clara melhoria, começou a alcançar em Paços de Ferreira. Santarém alcançou 4 pódios e uma presença na final nas duas últimas edições das Festas do Basquetebol em Albufeira.
Também é de realçar que, nos casos do Algarve e Santarém, ao contrário de algumas outras Associações, as seleções regionais são compostas por desportistas de vários clubes.
Penso que estes dados não deixam muitas dúvidas, se queremos ter sucesso nos escalões de formação, temos de apostar na expansão e prática do Minibásquete.
Nada nos garante que mais praticantes que tenham uma prática regular resulte em sucesso, mas a probabilidade é certamente maior. A expansão e prática regular do Minibásquete por vários clubes dentro duma Associação é seguramente um dos fatores que está na origem dos sucessos nos clubes e nas seleções dos escalões da formação.
Aqui podem consultar os dados desse levantamento








