Entretanto, com a pressão na bola, os atacantes tiveram a necessidade de aprimorar a técnica do drible, de melhor protegerem a bola, de mudarem de direção e de mão sem perderam a sua posse.
Um dos primeiros grandes peritos na arte de driblar foi Bob Cousy, base da equipa dos Celtics nos anos 60.
Dele, dizia-se, que só por ter braços de grande dimensão conseguia realizar a mudança por trás das costas, algo que nas décadas posteriores se verificou ser absolutamente falso como argumento. Qualquer jogador mini com alguma experiência de jogo, por mais pequeno que seja, consegue nos dias de hoje fazer as mais complicadas manobras em drible.
Um excecional intérprete do drible (e não só pois dominava praticamente todo o reportório do basquetebol) foi Pete Maravich (“Pistol Pete”). Percebe-se como acedeu a esse grau de domínio técnico através do conhecimento da sua biografia, ele que foi filho de um treinador de basquetebol e experimentou driblar de todas as formas e feitios.
Consta que chegou a driblar ao mesmo tempo que era transportado no carro do seu pai. Existem muitos filmes em que Pistol Pete demonstra muitos skills de aperfeiçoamento do manejo de bola e do drible e dá conselhos para o seu aperfeiçoamento. Nos jogos, usava o drible como ninguém, enlaçando-o com o passe (assistências muito criativas) e finalizações de todos os tipos.
Mais modernamente, os jogadores demonstram um domínio do drible, uma criatividade e uma capacidade de construir jogo que se torna muitas vezes imparável e capaz de ultrapassar a oposição dos melhores defesas, deixando-os por vezes, em situações caricatas (quedas provocadas pelas fintas e súbitas mudanças de direção em drible).
A capacidade de fundir o drible e as suas mudanças de mão com o jogo de pés tornou este fundamento uma arma extraordinária no jogo ofensivo. Se a isso aliarmos o “passo zero” e aquilo que ele “concede” e “propõe” aos jogadores que o exploram, ficamos com uma dor de cabeça enorme por parte dos defensores.









