As arrumações nomeadamente de livros, revistas, fotografias e papeis tem sempre o condão de trazer à baila muitas recordações e memórias. Como há muitos anos que digo que o melhor que o basquetebol me deu
foi fazer amigos, na resisti à tentação de transcrever aqui excertos dum artigo que me foi solicitado há vinte anos pela amiga Ana Freixo para a revista Edévia, intitulado na EDV fiz amigos.
“Jogar e competir são actos vitais tão naturais como comer, dormir ou amar. Ao contrário do que muitos temem a competição não é negativa. O que pode ser negativo é a forma como ela é encarada, não pelas crianças, mas pelos adultos em nome das crianças. Diz-me a experiência que o problema normalmente são os adultos. As situações competitivas são necessárias para o desenvolvimento do comportamento e da personalidade, e como tal em fase de crescimento dos jovens não devem ser encaradas como uma finalidade, mas como um meio.
A aprendizagem do saber ganhar e saber perder, com todos os valores e comportamentos que isso implica, só pode ser feito através da competição. Um desporto que não tem carga competitiva não deve ser encarado como uma actividade desportiva. No minibásquete a classificação não é nem uma necessidade nem uma prioridade.
Classificar é dar uma sobrecarga competitiva que motiva e mobiliza o adulto, não é uma necessidade da criança. Para a criança o jogo só por si é motivação suficiente e não conheço nenhuma criança que não queira ganhar. Se ao factor educativo da competição adequada, associarmos o facto de as actividades desportivas coletivas serem uma excelente forma de socialização, facilmente percebemos q importância pedagógica e educativa do minibásquete.
Para terminar, (…) e apesar de já ter passado, há muito tempo a “idade de ouro” para fazer amigos, talvez por continuar a lidar com jovens, quando encontro espaço privilegiados e pessoas, que se preocupam de uma forma correcta com o desenvolvimento dos mais novos, (…) continuo com a capacidade de fazer amigos.”
Quando hoje olho para trás fico impressionado pelo número de amigos que fiz no minibásquete e vou apenas nomear aqueles que me convidaram a passar uns dias em suas casas, recebido como família. Espero não me estar a esquecer de ninguém e aproveito para agradecer à minha segunda família, a família do basquetebol.
Lista dos amigos que me fizeram sentir em família e me acolheram para pernoitar em suas casas:
- Ana Freixo – Viana do Castelo
- Ana Marques – Ponte Sôr
- Alan Buchet – Charlesroi, Bélgica
- Armindo Calção - Paços de Ferreira
- António Sena – Covilhã
- João Lima – Olhão
- Gilda Alves - Funchal
- Liliana Dias – Lagoa, São Miguel
- Livramento Pamplona – Almagreira e Santo Espírito, Santa Maria
- Mário Batista - Braga e Esposende
- Mira Cação – Lagoa, São Miguel
- Pedro Bandeira – Ribeira Brava, São Miguel
- Salomé Martins - Minde
- Sandra Reinolds Funchal, Madeira
- Sérgio Rosmaninho -Évora
- Sofia Coelho - Celorico de Basto
- Venância Bairós – Vila do Porto, Santa Maria
A todos um obrigado do tamanho do mundo.












