O ano de 2026 vai ficar por um conjunto de boas razões na história do basquetebol português, motivo pelo qual devemos estar todos muito felizes.
Mesmo internacionalmente há um reconhecimento da evolução do basquetebol nacional. Como habitualmente desde há muitos anos, uma vez mais vou fazer um balanço global da prestação das nossas seleções dos Sub-20, Sub-18 e Sub-16 nos campeonatos europeus masculinos e femininos.
Comecemos pela parte mais positiva.
Os primeiros lugares alcançados na divisão B, correspondente a um 17º lugar no ranking, pelas seleções femininas das Sub-20 e Sub-16.


Estes brilhantes resultados permitem o regresso destas duas seleções à divisão A. Também os Sub-20 masculinos tiveram uma excelente prestação e foi por pouco que não alcançaram a subida de divisão, tendo, contudo, disputado taco a taco todos os jogos. Ficaram em 4º lugar o que não permitiu a subida de divisão, mas poderiam ter ficado até no 1º lugar, contingências da competição.
Então com tão boas notícias porque devemos estar preocupados. Para tal vou recuperar parte do meu artigo do ano passado intitulado Trajetória descendente? de 16 de setembro de 2025.
“Este ano, (2025) o melhor resultado nos masculinos foi alcançado pelos Sub-16 que ficou a um passo da subida à divisão.
Os sub-18 masculinos, apesar de contarem com um dos mais promissores jogadores do país, o Apolo Caetano, foi a seleção com a pior classificação de todas as seleções. (…)
Infelizmente após uma trajetória tendencialmente ascendente, preocupa-me, num ano de tantas alegrias para a modalidade, a tendência de trajetória descendente verificada desde 2022, ano em que obtivemos o melhor resultado global de sempre.
Para finalizar, esperemos que no próximo ano a seleção Sub-20 feminina, com base na seleção que alcançou o 7º lugar no mundial de Sub-19 e com a presença da Clara Silva e os Sub-20 masculinos liderados pelo Apolo Caetano, dois valores completamente afirmados na modalidade, e que conheço desde muito jovens, ajudem a colocar Portugal na Divisão A.
Será que em 2026 vamos conseguir interromper a trajetória descendente?”
Infelizmente, globalmente continuamos numa trajetória descendente. Desde 2010 não tínhamos um resultado global tão ruim. E o que mais me preocupou, principalmente nos masculinos, nos Sub-18 e Sub-16, é que sem ter dados concretos, fiquei com a perceção, que há muitos anos independentemente da classificação obtida não tínhamos tantos resultados desequilibrados. A razão da preocupação resulta de verificar que continuamos numa trajetória global descendente. Esperemos que em 2027, ano em que a Federação celebra o seu centenário a trajetória descendente desde 2022 seja interrompida.

Nota: Os valores introduzidos na tabela resultam do somatório das classificações obtidas pelas seleções masculinas e femininas.












