A Ovarense venceu a Taça de Portugal ao bater, no Barreiro, o Vagos, por 92-87, num intenso jogo que só se decidiu após a realização de dois prolongamentos. Depois de ter afastado o Illiabum (79-71) e o Benfica (90-88, após período suplementar) nas rondas anteriores, os pupilos de Mário Leite sofreram imenso até conseguir arrebatar um troféu que há 19 anos não ia para Ovar.O Vagos foi um digno vencido e, depois de ter estado a perder por 15 pontos, encetou uma sensacional recuperação que quase lhe permitia inscrever pela primeira vez o seu nome entre os vencedores da Taça. No final do tempo regulamentar, bem como no termo do primeiro prolongamento, o Vagos teve excelentes oportunidades para "matar" o jogo mas, por culpa própria e/ou mera infelicidade, acabou por não marcar e falhar a conquista da Taça, um feito que seria o mais importante do respectivo historial.
Mesmo sem poder contar com Stempin e Rui Mota (lesionados), a Ovarense cedo mostrou que não estava interessada em ceder o controlo das operações ao opositor. No entanto, mesmo sendo visível o seu maior poderio, a verdade é que os vareiros nunca conseguiram "encostar" o Vagos. Ainda assim, ao intervalo, os 13 pontos de vantagem (45-32) indiciavam que dificimente a vitóiria final não pertenceria à Ovarense.
Nos últimos 5 minutos, a maior experiência dos vareiros acabou por ser determinante. E após muito sofrimento, a Ovarense conseguiu mesmo agarrar um troféu há muito cobiçado.











